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Dança: Bem-estar ou vício? - 24/10/2009
Falar do bem-estar na dança, no meu caso, parece um jogo de marketing. Acreditem ou não, a dança foi um novo despertar para o meu ser. Fui uma adolescente complexada, apesar da minha alegria externa, por dentro era um poço de lágrimas. Caso normal para a idade se não fosse tão raquítica. Sabe aquela música que diz: “Ninguém me ama, ninguém me quer...”? Coitada da minha mãe, que me levou a vários médicos para fazer super alimentação. Não posso nem ouvir falar em fígado e abóbora moranga! Historinhas à parte... Quando conheci a dança de salão em uma gafieira a minha vida mudou radicalmente. Fui tão bem recebida que minha alta estima transbordou. Comecei a me achar mais bonita, mais desejada, minha agenda social cresceu e meu círculo de amizades aumentou. Quando falo de bem-estar não estou vendendo o meu peixe apenas. Acredito nesta melhoria, pois transformou a minha vida. Como aconteceu comigo tenho certeza que pode acontecer com você também! Tudo nesta vida tem mão e contra-mão. Por outro, lado muitas pessoas passam pela “fase” do excesso. Conheci várias pessoas que passaram por este processo e que estão nesta metamorfose. Por causa de uma falta de equilíbrio, algumas pessoas esquecem que diversão não é apenas sair para dançar. Eventos familiares, cinema, teatro, ser romântico com a pessoa amada, atenção para os amigos de guerra são fundamentais para uma estrutura de convivência. O vício pela dança muitas vezes machuca pessoas importantes que sempre estão ou estiveram seu lado. Também passei por esta fase, mas não se preocupem: ela passa. A dança, quando bem equilibrada, pode ser uma fonte de energia. Este equilíbrio, como tudo na vida, é conquistado através de sofrimentos e alegrias. ELAINE REIS (ACADEMIA PÉ DE VALSA) BH – MG
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