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Gafieiras - 17/10/2009

Para os que não tiveram oportunidade de conhecer as gafieiras de BH, vou contar um pouquinho destes fantásticos lugares.

O que mais me encantava nestes ambientes eram as pessoas. Maioria de origem simples, com baixíssimo poder aquisitivo, passavam o dia em serviços predominantemente braçais e despercebidos da sociedade. À noite vestiam sua melhor roupa, comprada com muito suor e sacrifício, e iam para as gafieiras dançar. Homens e mulheres que eram anônimos no dia a dia se tornavam mestres, rainhas da noite! Eram reconhecidos e exaltados neste local. Dominavam e sentiam-se os reis da cocada preta – e realmente eram.

Música ao vivo, com vários instrumentos. No bar sempre uma boa pinga e muita cerveja. Fome havia, mas a condição financeira dos convidados não permitia este luxo. Assim, o tira-gosto sempre foi precário.

Lembro-me como se fosse hoje: minutos antes do início do conjunto tocar, vinha o proprietário do Estrela todo elegante com um facão e a barra de parafina na mão. Andando ponto a ponto no salão, raspava a mesma para que os dançarinos não escorregassem. Era mágico!

Onde estão as nossas gafieiras?

Lógico que há um somatório de fatores, mas na minha opinião, nós – classe média e donos de academias – fomos os maiores responsáveis pela tragédia do fim das gafieiras.

Os proprietários destes estabelecimentos começaram a vislumbrar uma grande oportunidade de negócio com a entrada desta nova classe que podia pagar mais pelas aulas de dança, gastavam mais nos bares e podiam pagar mais pela entrada nos eventos. Assim as gafieiras começaram a perder o público fiel de décadas.

E o pior ainda estava para acontecer!

Esta mesma classe começou a perceber que podia empreender neste setor. Fomos concorrentes diretos das gafieiras.

As gafieiras, que já tinham perdido o seu público fiel, também começaram a perder os clientes e alunos da classe média, pois estes preferiram as academias, que eram mais bem estruturadas.

Conclusão: infelizmente, como ainda a nossa cultura é de boteco, bebedeira e fofoca, faltou público de dança.

Peço às pessoas que tenham fotos desta época e destes lugares que entrem em contato comigo para podermos fazer um acervo de nossa cultura perdida.

ELAINE REIS (ACADEMIA PÉ DE VALSA) BH MG

Nossos endereços

Unid 1: Av. Prudente de Morais, 901 - sobre-loja
Cidade Jardim - Tel: 3296-6734

Unid 2: Rua Itanhomí, 172- Carlos Prates
Tel: 3462-9907



Dia 10 - Sexta-feira
Abertura do Swing BH Brasil + Cia. Igor Pitangui
Ritmos variados com o DJ Anderson do “Dance a 2”
A partir de 21:30h - Entrada = R$ 10,00 (alunos PDV)



Dia 12 - Domingo
Baile encerramento do Swing BH Brasil
Músicas a cargo do Dj Anderson do “Dance a 2”
Haverá competição de improvisos
A partir de 22h até 02h - Entrada = R$ 10,00 (alunos PDV)



Dia 17 - Sexta-feira
Baile de encerramento da Estação inverno
“Projeto 4 estações” - Tango e zouk
A partir de 22h
Entrada = R$ 10,00



Dia 19 - Domingo
Forró da Priscila e do Ricardo
Muito forró de 18h a meia-noite
Entrada = R$ 8,00 antecipado ou R$ 10,00 no dia



Dia 24 - Sexta-feira
Comemoração de aniversário da Prof. Elaine
Ritmos variados com o melhor das danças de salão
A partir de 22h
Entrada = R$ 10,00

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