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Baile Baixa Frequência - 03/07/2009

Quem viveu uma época não tão distante assim, questão de trinta a quarenta anos atrás, sabe como os grandes bailes eram lotados.

Chantecler, Montanhês, Associação dos Datilógrafos, A.E.C., D.I, Clube do Sargento, dos Oficiais, dos Feirantes, Ideal, Orion, Tecelões, Automóvel Clube, Colônias Italianas e Portuguesas, Estrela, Elite, Janela da Saudade, Fascinação, Cassino, Cabaré Mineiro são exemplos dos anos dourados de nossa sociedade.

Hoje em BH, perdemos as nossas gafieiras por falta de público. Antigas casas. como o Fantasy e Nova Camponesa, fazem das tripas coração para conseguirem manter as suas portas abertas.

Nas academias de dança de salão, pipocando a cada canto, apenas 30% de seus alunos freqüentam os bailes promovidos pelas mesmas.

A verdade é que a cultura do nosso município ou estado está vinculada atualmente aos bares e às festas particulares.

A tradicional família mineira adora eventos como casamentos, 15 anos, formaturas, aniversários de 30,40, 50, 60, 70, 80, 90 anos, bodas de rubi, pérola, prata, diamante, reuniões de primos, tios, chás da tarde, ou seja, sempre dentro do seu núcleo com abertura para alguns amigos íntimos e pouquíssimos “sapos”. Adoramos uma boquinha livre.

Botecos são milhares - haja bafômetro. Com certeza a arrecadação de multas seria gigantesca se realmente a fiscalização fosse feita. Parece que conversa fiada e fofoca são nossos cargos chefes.

Para piorar a nossa situação que trabalhamos com eventos de dança de salão, o mineiro tradicional não se acostuma com as noitadas. Caso haja um evento programado não sai nem na véspera e nem no dia posterior. Estou enganada?

O jovem animado de hoje muda radicalmente de atitude quando se torna coroa. Existe uma preguiça crônica. Para piorar, o computador a cada dia deixa as pessoas mais sentadas e sedentárias do que nunca. Não somos iguais aos cariocas, paulistas ou baianos onde as casas noturnas funcionam quase todos os dias da semana e eles têm ânimo e motivação para sair sempre.

Quando inauguramos o Pé de Valsa, há dezoito anos, achamos que teríamos uma casa noturna além da academia. Foi uma utopia... Os bailes são de quinze em quinze dias e, a toda hora, temos que inventar formas diferentes para motivar os alunos ou convidados.

Os únicos bailes, que já presenciei cheios, são os da terceira idade, cujas pessoas nasceram com a cultura de ir ao baile. Como ficará daqui a vinte anos?

Elaine Reis (Academia Pé de Valsa)

Nossos endereços

Unid 1: Av. Prudente de Morais, 901 - sobre-loja
Cidade Jardim - Tel: 3296-6734

Unid 2: Rua Itanhomí, 172- Carlos Prates
Tel: 3462-9907



Dia 10 - Sexta-feira
Abertura do Swing BH Brasil + Cia. Igor Pitangui
Ritmos variados com o DJ Anderson do “Dance a 2”
A partir de 21:30h - Entrada = R$ 10,00 (alunos PDV)



Dia 12 - Domingo
Baile encerramento do Swing BH Brasil
Músicas a cargo do Dj Anderson do “Dance a 2”
Haverá competição de improvisos
A partir de 22h até 02h - Entrada = R$ 10,00 (alunos PDV)



Dia 17 - Sexta-feira
Baile de encerramento da Estação inverno
“Projeto 4 estações” - Tango e zouk
A partir de 22h
Entrada = R$ 10,00



Dia 19 - Domingo
Forró da Priscila e do Ricardo
Muito forró de 18h a meia-noite
Entrada = R$ 8,00 antecipado ou R$ 10,00 no dia



Dia 24 - Sexta-feira
Comemoração de aniversário da Prof. Elaine
Ritmos variados com o melhor das danças de salão
A partir de 22h
Entrada = R$ 10,00

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